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GUSTAVO MARTINS

Trabalhos | Filmes | Histórico

APRESENTAÇÃO

Gustavo Martins (Sorocaba-SP-1980) desde criança se interessava por desenho e tinha em seu primo (desenhista amador) uma grande admiração. Por meio desses rascunhos soltos feitos por seu primo, foi que Gustavo começou a rabiscar ideias, formas e tentar traduzir aquilo que via em folhas de papel. Sua mãe, percebendo o interesse do filho e a constante vontade de aprender e melhorar o seu trabalho, passa a comprar livros de desenhos de diversas editoras. Os diversos títulos de variados estilos (acadêmicos, caricaturas e cartuns) foram fundamentais nas suas primeiras criações de estilo próprio.

Em 1992 muda-se para Campinas. Devido a sua facilidade de criação, em 1996 ingressa no Curso Técnico de Publicidade e Propaganda no Colégio Bento Quirino. Ali seus trabalhos foram se modificando e criando cada vez mais força na construção de um traço e uma identidade própria. Em 1999 ingressa no curso de Educação Artística pela Puc Campinas, escolha devida ao fato de querer mais liberdade para trabalhar com os diversos elementos ligados a arte. No mesmo ano começa a fazer aulas de técnicas artísticas com o artista plástico e caricaturista Paulo Branco e curso de xilogravura com o artista plástico Paulo Cheida Sanz. Ainda em 1999, faz algumas colaborações para o suplemento infantil do jornal Correio Popular e ilustra o livro “Tchibum, Um Mergulho nas Historias em Quadrinhos”.

No período de 1999 até 2003 participou de exposições coletivas em Campinas realizadas pelo artista plástico Paulo Branco. Recebe o premio de primeiro lugar na categoria cartum do 2° Salão de Humor da APP Sudeste, participa do salão de humor de Campinas e do salão “Desvio das Verbas Publicas” em Brasília.

Mas foi nas artes plásticas que encontrou a liberdade que procurava para experimentar as possibilidades de encontro entre traços e cores. Passa a estudar as obras de Di Cavalcanti, Botero, Picasso e Aldemir Martins dentre outros.

Em 2010 fica em primeiro lugar no III Salão de Inverno da Galeria Malli Vilas Boas e participa do III Salão de Artes Plásticas de São José do Rio Preto.

Em 2011 participa da exposição de abertura do escritório de arte da marchand Livia Doblas, participa na 13th Art International Zurich, passa a ter obras no acervo da Gallerie Bagatelle em Fontainebleu (França) e, participa da Casa Cor Campinas.

Em 2012 tem seus trabalhos publicados na revista Habitar Brasil/Portugal e uma resenha com suas recentes criações sai no site The New York Optmist.

TEXTOS CRÍTICOS

Gustavo Martins

Sempre que se vai escrever algo sobre um artista, procuramos alguma referência histórica que nos ajude a criar uma linha de pensamento sobre sua obra. Pensando na obra do Gustavo Martins, encontrei o que precisava. Claro que eu poderia citar artistas que, como ele, tiveram início na imprensa como ilustradores ou cartunistas.

O Di Cavalcanti seria uma ótima referência devido a alguma semelhança na composição e desenho. Até o Juarez Machado que embora, totalmente diferente no resultado, tem suas bases nas artes gráficas. Aí me lembrei de um artista alemão, que no inicio do século 20, produziu para a imprensa norte-americana entre 1906 e 1907, uma série de histórias em quadrinhos denominada “The Kin-der-Kids and Wee Willie Winkie's World”, mas a semelhança não termina aí, o artista em questão era Lyonel Feininger, que algum tempo depois foi um dos professores da Bauhaus.

Pois é, o que tem de semelhante entre um artista alemão ligado tanto ao expressionismo como ao lugar que apresentou uma nova proposta de olhar e, o trabalho de Gustavo Martins?

Tudo! Cores, forma de compor e uma iniciação no desenho de humor. O curioso é que a maneira quase geométrica de seu desenho e a utilização de degrades nas cores, que obviamente nos levariam a alguns muralistas mexicanos, nos conduzem para um mundo tropical de salas fechadas, aonde disfarçadamente olhamos pelos buracos das fechaduras em uma tarde de verão, e acho que esse era o sonho do artista alemão quando, como o Gustavo, aplicava citações de verdes e lembranças de azuis. Mas o Gustavo Martins é mais jovem e seus interesses mais românticos, mais afáveis, ele opta por não brutalizar a tela, mas namora-la, criar uma atmosfera de cumplicidade entre o espectador e a imagem que esta em seu quarto ou sala, desfrutando um pedaço de fruta ou somente aliviando o seu calor.

O Gustavo criou uma porta e uma fechadura. Então, vamos olhar por ela.

Paulo Sayeg

Força do Pintar

O lidar com a técnica da tinta a óleo demanda um aprendizado, um esforço e um prazer. Somente a dedicação constante a busca de respostas a indagações que se multiplicam a cada quadro propicia a procura de resultados cada vez mais aprimorados, independendo do assunto enfocado.

A procura pela preciosidade em cada detalhe e a aparência aveludada de suas principais telas dão à obra de Gustavo Martins um referencial. O mesmo acontece com a maneira delicada como trata os olhos e a presença de uma escolha sobre a construção de planos, com áreas que dão a ilusão de estar mais à frente ou atrás de cada quadro.

O diálogo com obras de nomes consagrados como Gustavo Rosa e Inos Corradin revela não só influências, mas a permanente vontade de realizar uma trajetória que possa, gradualmente, encontrar seus próprios caminhos, com o estabelecimento de uma poética diferenciada.

Um importante passo nessa direção está nos trabalhos em que utiliza várias figuras simultaneamente e as faz conversar das mais diversas formas. Consegue assim instituir discussões plásticas em que o saber pintar e o pensar sobre o próprio ato de criar convergem em resultados plásticos de ascendente qualidade.

Oscar D’Ambrosio - Doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) Entre 2003 e 2011 participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal entre outras.

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