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MARTINS DE PORANGABA

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BIOGRAFIA

porangaba

Nasceu em Porangaba, interior de São Paulo, em 1944. Começou a pintar em 1963, em São Paulo.

"Seis anos após sua ultima mostra individual, em São Paulo, Martins de Porangaba volta a expor. A ausência não foi causada por falta de espaço para exibição publica de sua obra, já que o interesse por ela tem sido constante, dentro dos limites do sistema de arte. Nem seu afastamento físico da cidade de São Paulo, base de sua carreira artística, abalou o desejo do publico de ver seu trabalho e, eventualmente, de adquiri-lo.

É que Porangaba tem uma relação com o tempo diversa do que ocorre com a maioria das pessoas. Para ele o tempo "passa mais devagar". Está convicto de que o tempo só retém as coisas que são feitas com ele.

Presentemente, o tempo não é apenas período na realização da obra de Martins de Porangaba, elaborada lentamente, algumas levando anos para serem acabadas. Por isso algumas ostentam datas múltiplas. É tema, matéria prima, leitmotiv, objeto de reflexão. E pedra de toque de sua pintura atual.

Porangaba criou seu próprio mundo e uma maneira particular de expressá-lo através do desenho e da pintura. O centro de logístico desse universo é seu ateliê, um grande ateliê localizado em sua pequena Porangaba.

No ateliê, Porangaba trabalha com um repertório de imagens que se formou ao longo de 35 anos de atividades artísticas e que constitui seu vocabulário básico. Estas imagens surgem transfiguradas, relacionadas de formas diferentes, de acordo com o estado de alma do artista, mas semelhante em sua maneira, em sua forma de expressão, já que Porangaba desenvolveu uma linguagem plástica própria e inconfundível. Estas imagens, diluídas numa plástica abstratizante e plasmada poeticamente no espaço delimitado da tela, tem a marca misteriosa do tempo e da vida.

O tempo nem sempre é, como queria Ovídio, um "devorador de coisas". Ele podia ser, ao contrário, um criador de coisas. No caso de Martins de Porangaba, é o gerador de sua obra. Uma obra que certamente vai resistir ao tempo."

Enock Sacramento

porangaba porangaba

HISTÓRICO

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1976
• Livraria Brasiliense, São Paulo, SP.

1979
• Livraria Kairoz, São Paulo, SP.

1980
• Centro Cívico Santo André, Santo André, SP.

1981
• Espaço Cultural Sanbra, Centro Empresarial de São Paulo, São Paulo, SP.
• Centro Cívico Santo André, Santo André, SP.

1982
• Museu de Arte Contemporânea de Campinas, SP.
• Escola Municipal Almeida Júnior, como parte do Festival de Verão do Guarujá, SP.
• Galeria Macunaíma, FUNARTE – Rio de Janeiro, RJ.
• Espaço Cultural Sanbra, Centro Empresarial de São Paulo, São Paulo, SP.
• Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.

1983
• Brazilian-American Cultural Institute, Washington, DC.

1984
• TEMA Arte Contemporânea – Sào Paulo, SP

1985
• Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.

1986
• Galeria Oscar Seráphico, Brasília, DF

1987
• Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.

1988
• Galeria Oscar Seráphico, Brasília, DF.
• Yutaka Sanematsu Escritório de Arte, com lançamento do livro "Martins de Porangaba" de autoria de Enock Sacramento – São Paulo, SP.

1990
• Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.

1991
• Lygia Jafet Bureau D'Art- São Paulo, SP, com realização do documentário em vídeo "Martins de Porangaba", dirigido por José Neistein, com texto de Enock Sacramento e José Neistein.

1992
• Universidade da Pensilvânia - Filadélfia, USA.

1993
• Brazilian-American Cultural Institute, Washington, DC.

1994
• Caribe - Escritório de Arte, São Paulo, SP;
• Stúdio La Seca - Barcelona, Espanha

1998/1999
• Galeria Elizabeth Nasser – Uberlândia, MG.
• Grande Galeria do Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG.
• Galeria da Fundação Cultural de Uberaba, MG.
• Museu Histórico de Araxá "Dona Beja", MG.

2001
• Espaço Cultural UNICID, São Paulo, SP

2002
• Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.

2003
• Brazilian-American Cultural Institute, Washington, DC

2004
• Espaço Cultural São Marcos, São Paulo, SP.

2006
• Central Michigan University.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

1977
• Exposição do Centenário de São Caetano do Sul, SP.
• Coletiva do Ateliê J.Martins, Galeria Século XXI – SP.
• Coletivas (duas) de gravuras em São Caetano do Sul, SP.

1978
• Exposição de Projetos para Mural "Artes Plásticas 78", Centro Cívico de Santo André, SP.

1980
• "Artistas Brasileiros", Tokuyama, Japão.

1983
• Galeria Oscar Seráphico, Brasília, DF.

1984
• "Coletiva de Verão", Kouros Gallery, New York, USA.

1985
• "Salão de Inverno Espelho d'Água", Lisboa, Portugal.

1986
• Ranulpho Galeria de Arte, Recife, PE
• "Exposição de Arte Contemporânea Brasileira", Curtis Hixon Convention Center, Tampa, Flórida, USA.

1991
• Ranulpho Galeria de Arte –São Paulo, SP.
• "Exposição de Artes Ibero Americanas", Art Museum of the Americas Gallery, Washington, USA.

2000
• "Brazilian Artists", Universidade do Arizona, Phoenix,Tempa, USA.
• "Brazilian Artists in the Washington's Collections", Meridian International Center,Washington, USA.

2002
• 100 International Workshop, Brande, Dinamarca.

2003
• County of Ringkobing, Dinamarca.

2005
• 130 International Workshop, Brande, Dinamarca.


OBRA E TÉCNICA

ANOS DE FORMAÇÃO

"A lembrança da obra de Martins de Porangaba, que conhecemos em 1980 e que recuperamos, após revê-la, no momento em que escrevemos estas linhas, remete-nos ao poema “Pobre velha música”, de Fernando Pessoa. O pensamento navega pela memória de um outro olhar, aproximando-se de ordem emotiva de altura, intensidade e timbre diversos. No poema, que funde ser e sentir com tempo passado e presente, Pessoa expressa sua dúvida, rica e complexa, numa composição poética de rara qualidade: “Recordo outro ouvir-te. / Não sei se te ouvi / Nessa minha infância / Que me lembra em ti”.

Enock Sacramento.

A LINGUAGEM SE CONFIGURA

"Na segunda metade dos anos 1970, Martins passou a dar mais espaço em sua pintura à figura humana. O artista enveredou para soluções cubistas, afastando-se de um modelo confortador de pintura como o de Matisse, para se aproximar de um outro, perturbador, como o de Picasso em algumas de suas telas da respectiva fase, passando pelo de Braque. Sua pintura passou a dar grande ênfase à forma. Tornou-se introspectiva, com acentos expressionistas".

Enock Sacramento

TEXTOS CRÍTICOS

O LOBISOMEM E A DONZELA

"Martins de Porangaba esteve na Dinamarca em 2002 para participar do X International Workshop, em Brande, destinado a artistas de todo o mundo e durante o qual trabalhou como artista residente. Retornou a Brande três anos depois para cumprir um novo programa.

Na Dinamarca, Porangaba surpreendeu-se com a relação espontânea dos habitantes do país com imagens ligadas à sexualidade, tais como uma escultura de um falo de grandes dimensões em local público ou de objetos diversos que reproduzem seios, vaginas e outros elementos do gênero. No centro de Copenhague está instalado o Museum Erotica, que possui em seu acervo pinturas, esculturas, fotografias, revistas, filmes de diferentes países e épocas. O convívio com peças desta natureza e uma antiga vontade de desenvolver o tema estimularam o artista a criar ousados desenhos e pinturas na série “O lobisomem e a donzela”.

Em 1998 Martins de Porangaba ilustrou o livro “Os causos que o povo conta”, de autoria de Regina Miranda, cujo pai nasceu e cresceu em Porangaba. “Um velho lobisomem” é o título de um dos contos. Martins o interpretou graficamente com uma mulher, igura recorrente em seus trabalhos, frente a frente com um lobisomem agressivo, numa paisagem porangabeana com casinha, árvores e pássaro. Quando, em 2005 retornou ao tema, a iconografia ressurgiu e ganhou força numa série ainda aberta de desenhos e coloridas pinturas".

Enock Sacramento

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